segunda-feira, 9 de abril de 2012

Da Porteira para dentro!

O que lhe causa irritação

Um criador de gado de corte recebe pela arroba do boi o valor estipulado pelo mercado que é publicado diariamente nos jornais. Ele não tem nenhum poder sobre esse valor. E é de acordo com esse valor que o frigorífico pagará a ele. Sem ter poder sobre o preço, se o produtor rural quiser ganhar mais, ele terá que cuidar dos seus custos e ser mais eficiente e eficaz da porteira para dentro de sua fazenda, pois da porteira para fora ele não tem domínio algum.

Isso acontece, muitas vezes, com a indústria e mesmo com o comércio em geral. A indústria consegue vender seus produtos pelo preço que o varejo estiver disposto a pagar e o varejo terá que vender pelo preço do mercado, ou seja, pelo preço que os consumidores estiverem dispostos a pagar. Não adianta querer aumentar muito os preços, pois talvez não conseguirão vender. Assim, também é com a indústria e o comércio que para terem melhores resultados devem cuidar “da porteira para dentro” de suas fábricas e lojas, diminuindo custos e sendo mais eficientes e eficazes na gestão.

Penso que essa mesma verdade se aplica às relações entre as pessoas. Se eu não tenho poder sobre a forma de pensar e sobre o comportamento das outras pessoas, a única solução que me cabe é cuidar “da porteira para dentro”, ou seja, cuidar de mim mesmo, da minha cabeça, da minha forma de encarar a realidade. Dessa forma, em vez de ficar irritado com o comportamento alheio devo pensar “da porteira para dentro”: por que me irrito tanto com esse comportamento? Como devo administrar a minha irritação, já que não tenho o poder de mudar o comportamento alheio?

Assim é em relação aos colaboradores, alunos, etc. Em vez de somente desafiar as pessoas a aprenderem alguma coisa nova, talvez eu deva “me desafiar” para que elas aprendam ao mesmo tempo em que proponho desafios. O líder é, pois, aquele que “se desafia” para que seus liderados atinjam resultados. Ele trabalha mais “da porteira para dentro” do que “da porteira para fora”.

Muitos dos fracassos e irritações que temos é fruto da ilusão de que podemos alterar a realidade, mudar as pessoas, o mercado, as coisas concretas do mundo que aí está. Se em vez disso nos habituarmos a pensar “da porteira para dentro” mudando o nosso comportamento, nossa ótica, nossa forma de pensar e agir, talvez consigamos resultados mais rápidos e eficazes.

Pense, pois, “da porteira para dentro”.
Pense nisso. Sucesso!


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